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TeologiaEP. 32

Cristo, o centro unificador das alianças

O Pr. Jonas Mendes mostra por que a aliança davídica é muito mais do que o milênio

David Marrone24 de outubro de 2026 3 min de leitura
Cristo, o centro unificador das alianças
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Reflexão a partir da fala de Pr. Jonas J. Mendes no Cenáculo do Saber - Entrevista EP. 32, com David Marrone.

Quando se fala em aliança davídica, muita gente pensa apenas em Jesus sentado num trono por mil anos. No episódio 32 do Cenáculo do Saber - Entrevista, com David Marrone, o Pr. Jonas J. Mendes chamou isso de reducionismo e mostrou como a aliança com Davi, ao lado das outras alianças da promessa, encontra em Cristo o seu centro: "Cristo é o centro unificador do plano e das promessas de Deus. Todas as alianças e promessas convergem nele."

A aliança davídica é só o milênio?

Segundo o pastor, reduzir a aliança davídica ao reino milenial empobrece o que a Bíblia diz. A aliança é muito mais complexa e inclui um descendente, uma relação filial, uma dinastia, um trono, um governo e a mediação da bênção. Os textos que mostram esses elementos são 2 Samuel 7, 1 Crônicas 17 e os Salmos 72, 89 e 132.

Visto assim, o trono é um elemento entre vários, e o primeiro da lista, o descendente, é justamente por onde o Novo Testamento começa.

Jesus já cumpriu a aliança davídica?

A aliança tem um cumprimento inicial quando Cristo vem, porque ele é o descendente de Davi. Em Lucas 1.32,33, o anjo Gabriel diz a Maria que aquele é o herdeiro do trono. Mateus, Paulo e os evangelistas reconheceram que Jesus é o filho e descendente de Davi, o rei. Zacarias 9.9 anuncia o rei que vem montado em um jumentinho, e o povo grita Hosana quando ele entra em Jerusalém.

Ele é o rei, observa o Pr. Jonas, mas não veio para reinar no trono físico em sua primeira vinda. Em nenhum momento Jesus deixou de ser o filho de Davi, e por isso a aliança teve um cumprimento inicial: o descendente prometido chegou. Isso não significa que ele tenha cumprido todos os termos dessa aliança. Ainda há o que o Antigo Testamento propõe e que ele vai cumprir. A questão mais específica do trono, debatida dentro do próprio dispensacionalismo, está no artigo do pastor O Trono de Davi e o Dispensacionalismo Progressivo.

O que significa dizer que Cristo é o centro unificador das alianças?

A garantia, para o Pr. Jonas, está em 2 Coríntios 1.20, em que Paulo diz que todas as promessas de Deus têm nele o sim e o amém. Todas as alianças e promessas convergem em Cristo. Orígenes, lembra o pastor, o chamava de autobasileia, o reino em pessoa.

Em Efésios 2.12, Paulo fala das alianças da promessa, entre elas a abraâmica, a davídica e a nova aliança. Elas têm uma unidade orgânica e encontram o seu centro unificador em Cristo, onde recebem a sua inauguração e o seu estabelecimento inicial. O pastor faz questão da ressalva: apenas o estabelecimento inicial.

O que a igreja já desfruta das alianças?

Todos os que estão em Cristo agora, judeus e gentios, participam de algumas bênçãos inaugurais dessas alianças. Mas nem todas as bênçãos estão disponíveis ainda, porque essas alianças têm bênçãos materiais e espirituais, algumas que se estendem sobre a terra e sobre o reino físico.

Alguns aspectos dessas bênçãos são desfrutados no presente pela igreja, por meio de Cristo Jesus. Todo o pacote, porém, será desfrutado no futuro com o seu destinatário original e com todo o povo redimido de Deus, composto de judeus e gentios de todas as eras.

A conclusão do Pr. Jonas Mendes guarda as duas pontas: as promessas de Deus já encontram em Cristo o seu sim, e o que a igreja desfruta hoje são bênçãos inaugurais, à espera do pacote completo. Para quem lê as alianças, isso livra de dois erros ao mesmo tempo: achar que tudo já se cumpriu e achar que nada se cumpriu ainda.

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David Marrone

Sobre o autor

David Marrone

Apresentador do Cenáculo do Saber - Entrevista

  • Apresentador e entrevistador do Cenáculo do Saber - Entrevista
  • Escreve as reflexões do Cenáculo do Saber a partir das conversas do programa
  • Membro da Igreja Evangélica Assembleia de Deus
  • Acadêmico do sexto ano de Medicina pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT)
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